sexta-feira, 2 de março de 2012

Clareando pensamentos







Ela falava de sonhos sem medo de parecer ridícula. Gostava da leveza descompromissada de vez ou outra marcar encontro com seu livro favorito. Colecionava filmes água com açúcar sem se preocupar com o que achavam do seu intelecto. Enquanto todos buscavam o dourado do sol, ela comemorava o cheiro da chuva perfumando a casa. Afinal,era feita de barro, podia ser moldada de acordo com os dias e se o resultado não fosse o esperado, se deixava quebrar e se refazia. 

Redescobriu novos sabores nas palavras: tranquilidade, equilíbrio, alegria, palavras conhecidas que agora eram degustadas, lambuzadas, vividas. Descobriu com tristeza pessoas vazias. Não sabia se existia culpa, apenas identificou uma necessidade urgente de atenção, cuidado, tempo. Pois é, a gente precisa dedicar um pouco mais tempo pra um sorriso, um abraço, um conte comigo. Pessoas ficam amargas porque ficam por muito tempo sem experimentar o doce sabor da palavra gentileza. Só consegue ser gentil quem não espera nada em troca.

Estava agora, em um de seus passeios noturnos a conversar com o vento. E quando a noite era só breu, enfeitava os cabelos com estrelas para clarear os pensamentos.



Renata Fagundes









terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Insônia









...fechou a janela com rapidez como se o vento que passava por ela, fosse capaz de espalhar seus segredos pela noite. Se enrolou em frios lençóis - borboleta querendo virar casulo. Sorriu diante de tanta contradição. O frio da noite se despediu ao ser abraçada por seus pecados - ela não se arrependia...



Trecho do texto: Quando tudo cala

Renata Fagundes







sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

No passo sem compasso








Apaguei as luzes, calei as vozes, me guardei por fora para dar voz ao que estava dentro. Sentimentos desencontrados esmurravam as portas do coração. Pensei em organizá-los em uma fila, um de cada vez por favor. Tá certo que as vezes precisamos bagunçar para encontrar o lugar das coisas. Aprendi que nada é tão grande como a gente vê. Ainda bem! Decidi descomplicar o simples, simplificar os dias. A gente planeja tanto, aí vem o inesperado fazendo festa, rindo dos nossos projetos megalomaníacos, nos ensinar que muita coisa depende de nós, mas que a vida é muito mais que um bloco de notas. Vem nos mostrar que não existe receita pronta, palavra certa, escolhas erradas, a vida se apresenta cada dia com uma nova roupa e cabe a nós tirá-la para dançar ou ficarmos sentados esperando a coragem chegar.
Reaprendi a construir caminhos sem me preocupar com a chegada, apenas com cada passo da caminhada.



Renata Fagundes










segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Saudade do amor que tenho









A chuva batia na janela do ônibus, parecendo pedir licença para entrar. Até que não seria má ideia se deixar lavar por fora, afinal, a chuva havia começado de dentro. Se descobriu feita de chegadas e partidas e nesse espaço de tempo entre uma e outra, morria e ressuscitava em sorrisos e lágrimas. Alegria e saudade morando na mesma casa. Era fácil ser feliz ali. A chuva tentava chamar sua atenção. Se concentrou na música que vinha do fone de ouvido " She will be loved" sabia que era amada, sorriu e cantarolou "My heart is full and my door's always open". Se a porta estava sempre aberta, por que era tão difícil deixar as pessoas irem? Por que era tão difícil sair simplesmente? Não sabia deixar um beijo de até breve e virar as costas. Até breve não existe. "Look for the girl with the broken smile...Ask her if she wants to stay a while". Seu sorriso não havia se quebrado, apenas se perdeu no caminho de volta, talvez esteja no meio da bagagem.


Renata Fagundes.



Trechos da música: She Will Be Loved - Maroon 5 








segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Trilha sonora







Passou por dias de puro heavy metal. Ainda podia sentir o som da bateria mudando seu ritmo cardíaco e a vibração das cordas das guitarras acelerando seus vasos sanguíneos. Não era essa a trilha sonora que havia escolhido para sua vida. Gostava de blues como fundo musical. Suavidade não faz mal a ninguém, pensou. Girou o botão dos dias, desligou-se do barulho interno. Afinal, podia ser o que bem quisesse e nesse momento, era bailarina descalça, senhora das horas. Fechou os olhos, abriu os braços e descobriu que sabia dançar.


Renata Fagundes








terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cedo demais








Eu queria ter o poder de segurar o tempo naquele momento único em que seu olhar encontrou o meu, dividindo uma travessura que só a gente entendia. Repeti em minha playlist mental a música da sua gargalhada que iluminava a casa e fazia até o vento dançar. Mas o vento se encantou com você, te convidou a fazer passos no ar. Fez de você papel colorido enfeitando o céu, bola de sabão, aí você resolveu criar asas, se desgrudar do chão.

Nas noites em que me sinto sozinha, ouço seus passos, sinto sua mão, cheirinho de abraço apertado que vem acompanhando minha oração. Sei que você sabia o quanto te amava (te amo), principalmente nas muitas vezes em que eu não dizia, aliás, era o que eu não dizia que você mais entendia. E quando a saudade, essa malvada vem em minha porta fazer canturia, abafo seu som fechando os olhos, abrindo os braços e cantando nossa música favorita. 

Hoje não estou sabendo falar de dor, porque eu sei que tristeza endurece a gente e esfarela o amor e onde você estiver estará fazendo caretas para o meu mau humor. Por isso vou tentando seguir os dias vestida com sua alegria. Me empresta seus pés de anjo pra eu caminhar em paz? Prometo que devolvo qualquer dia.



Renata Fagundes



"...Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez..."

Os bons morrem jovens
Legião Urbana





Para minha amiga Van Oliveira: Eu queria estar aí pra te abraçar bem demorado, fazer uma panela de brigadeiro pra gente comer com o dedo e falar da vida...da vida amiga...da vida.












segunda-feira, 28 de novembro de 2011

" Eu apenas queria que você soubesse que aquela alegria ainda está comigo..e que a minha ternura não ficou na estrada, não ficou no tempo presa na poeira..." Gonzaguinha








No meio da nossa bagunça diária, dos nossos diálogos malucos e idéias geniais, minha filha em meio a uma gargalhada diz - "mãe você não cresceu"

Se ser gente grande é abafar o riso em público, é deixar de falar o que pensa por não ser o momento adequado, é deixar de brigar pelo último pedaço, lamento mas eu não cresci. Gente grande é muito limitada. Ser feliz por nada, aos olhos deles é coisa de gente boba. Eu sobrevivo de bobagens. Não cresci realmente, acho que minhas idéias é que ficaram altas, minha aquarela mais colorida e meus dedos ainda mais lambuzados de sonhos.



Renata Fagundes







segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Será por que é tão difícil?








Até quando os serás vão nos afastar dos por quês? Até onde podemos chegar de pés atados a respostas imaginadas? Diálogos secretos sussurrados por nossa mente. São filhos que não se relacionam com os pais, irmãos brigados há anos, marido e esposa infelizes, amigos afastados, corações quebrados por medo de enfrentarem suas temidas respostas. Por que você foi tão cruel? Por que me abandonou? Por que me disse coisas tão duras? Os "serás"  se agigantam dentro de nós - Será que ele me ouviria? Será que meu pai me acha um fracassado? Será que estou sendo traída? Será que a culpa foi minha? Os serás que criamos nos paralisa, nos afastando dos por quês, nos impem de dialogar com honestidade, de virarmos a página e seguirmos adiante.  Acredito que pessoas são feitas do que recebem. Talvez seja por isso que a maior parte delas sejam tão frias. Palavras não ditas, esfriam na prateleira do tempo. Em compensação, existem outras tantas que reverteram o processo, que souberam filtrar exemplos a não serem seguidos, que insistiram nos por quês e se salvaram. A escolha será sempre nossa. Seremos uma casa mau assombrada repleta de fantasmas disfarçados de deduções frustrantes ou abriremos nossas portas e janelas para o sol espantar aquele velho silêncio mofado?
Será que não está na hora de fazer as pazes com seus por quês? 

Quando esse dia chegar, as chaves da interrogação não servirão na sua porta, pois elas só sabiam trancar o que hoje está liberto.



Renata Fagundes











quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quem era ela?








O que estaria por trás daquele sorriso? Tristeza camuflada? Vingança? Frieza? Talvez fosse apenas felicidade, simples e óbvia. Mas quem disse que ela era óbvia? Se nem Freud conseguiu dizer com exatidão, apenas revelou que era um continente obscuro. Como ela, que nada entendia de comportamento humano saberia indicar a saída do labirinto? Era como desvendar o sorriso de Monalisa.
Quantas habitavam sua mente, seus quereres e qual predominava?
Descobriu que as pessoas não mudam, ela não mudou. Continuava ciumenta, teimosa, encrenqueira e sabia ser doce, contar histórias, inventar personagens, mudar as lentes da realidade em busca do cenário do sonho.
Sabia quem era, mulher, mãe, amiga, amante, cigana e outras tantas. Sentia saudade do cheiro da verdade, daqueles que dizem o que pensam, mas principalmente daqueles que não fazem a menor idéia para onde estão indo, por não possuírem a arrogância dos que sabem tudo. Preferiu deixar suas gavetas internas bagunçadas, era assim que se achava.
Sentia as pinceladas do vento no rosto e gostava do arco-íris feito de riso. Ela era a pressa encolhida no meio da timidez ou a garra que a segurava na loucura. Era o passaporte rápido pro inferno, com direito a serenata de anjos de vez em quando. Todos os medos não cabiam na proporção exata, eram eles que a cobriam de luz e as vezes de escuridão.
Além de mulher, ela era o presente de um verão perfeito, o preto e branco ocasional do inverno e a presença inoportuna da primavera no meio de um outono esvoaçante. 
Sim, ela preferia a incerteza dos amores amassados na gaveta, do que a perfeição traiçoeira de um amor alinhado e démodé. Ela almejava as nuvens sem se importar com a indisposição da chuva, porque além de secar-se sob o sol ela pendurava todas as perguntas na cara do vento.



Texto em parceria com a amiga  Ju Fuzetto





Blog: Um lugar ao sol, perto do vento








quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sem sentido









Hoje to me sentindo ausente. Não quero esparramar verdades, feito bola de gude e esperar que as pessoas caiam. Também não encontro nada racional aqui dentro. Tentar decifrar nossos próprios enigmas é virar esfinge e devorar a própria criatividade e bom humor. Se sou avessa a perguntas, a troco de que vou me questionar? Não tenho medo das respostas, tenho preguiça de diálogo - monólogo - interior. Me encontro perdida em um mundo além das minhas janelas, Alice pós moderna. Cansei de brigar com meus pés que insistem em não permanecerem no chão. Acho que virei pipa, bola de sabão, nuvem de algodão.


Renata Fagundes








terça-feira, 18 de outubro de 2011

(In)conclusões?








Ela sentia tanta culpa por não se sentir culpada de pensar daquela forma. Logo ela, tão ética, sensata, racional. Estava cansada de ponderação, de se enganar falando em proteger as pessoas quando na verdade estava se auto protegendo de discussões desnecessárias e que obviamente não levariam a lugar algum. Queria largar o emprego, mudar para o Alasca, ficar amiga dos pinguins. Será que exista pinguins no Alasca? Queria comprar aquele perfume carérrimo, estudar alemão, ficar uma semana dentro de um quarto com o homem da sua vida, invadir a festa alheia, invadir a privacidade alheia, invadir a mente alheia.

Precisava sair dos seus limites, dos seus muros. Queria se tornar uma sem teto, sem tantos escrúpulos, sem noção. O mundo era tão grande e seu quintal tão pequeno, era um parque de diversões perto de um jogo de dominó - detestava dominó. Era preciso expandir, alargar, ventilar, desbravar, desconsertar, despentear. Quanto tempo tudo certo, quanto tempo sem deslizes descobertos, quanto tempo se contendo, se escondendo, se medindo, avaliando, minimizando. A vida era curta demais para arrependimentos tardios. Precisava recuperar o brilho. Descobrir o segredo do sorriso de Monalisa. A arte de dizer coisas sem revelar o essencial. Precisava ser salva.



Parte do texto: Revelações Incompletas

De: Renata Fagundes







terça-feira, 11 de outubro de 2011

E por falar em saudade...








Saudade é companhia mesmo quando queremos andar sozinhos. É teimosia. Sarna brava incomodando a alma. Chega com passos de algodão, mas tem força pra derrubar gente grande. Pode vir disfarçada de lágrima ou vestida de um sorriso bobo fora de hora. É história contada, lembrada pelos cinco sentidos, é sentir sem querer, é tentar reviver sem sofrer.




Renata Fagundes










sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Calmaria






Eu não quero nada extravagante, nada extraordinário, nada que me tire o fôlego. Quero a calmaria depois da tempestade, quero coisas duradouras. Quero a tranqüilidade de um amor sereno. Não quero mais fogos de artifício, não quero nada que se apague nessa efemeridade das coisas. Quero tudo na paz, quero tudo no seu devido lugar. Não quero que transborde nem que falte, só quero a medida certa, tudo no limite. Porque depois de um certo tempo a gente vê que tudo que falta o fôlego no fim traz excesso de lágrima e eu me prefiro desmanchando em sorrisos.
Trago no bolso sonhos possíveis. Descartei o peso da expectativa. Me sinto mais leve, sorrindo por tudo, chorando por nada. Talvez esteja letra de Renato Russo "acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto" e se pra alguns "o que é demais nunca é o bastante", descobri meu muito ao alcance dos olhos.
Não tenho roupa adequada para aparições em grande estilo. Minha alma mau vestida aprendeu a achar graça na simplicidade. Eu quero por do sol acompanhada, bagunça de amigos de madrugada, quero foto despenteada, quero andar com calma. Correria pra que? A estrada sempre vai estar ali me esperando. Você pode até me chamar de limitada, mas a paz que habita em mim, não escuta suas palavras.





Texto: Renata Fagundes e Simone Oliveira

Blog: Entre(minhas)linhas









quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Bagunçado






Temos nossos momentos gaveta.
Tudo bagunçado por dentro e a gente com preguiça de arrumar.


Renata Fagundes








domingo, 2 de outubro de 2011

Esse tal de rock roll






Talvez eu precise me desculpar, mas não me identifico com essa coisa de rock. Pois é, talvez eu seja um ET, uma " sem noção" como diria minha filha. É que eu sempre fui embalada pela poesia. Meu coração cancioneiro se assusta com gritos e pés pesados, está acostumado com chão gramado, vento cantado, simplicidade de gente do interior. Onde a lua dita os versos, o céu é seu teto e a viola seu amor. Palavra gritada estremece a alma, eu gosto é do carinho das palavras sussurradas. Prefiro ser olhada com estranheza do que esquecer do que sou feita.



Renata Fagundes










sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Caminho do sossego







Esqueci a tal exatidão. Dar nome aos bois, colocar os pingos nos "is", bater de frente. Tirei férias disso tudo. Se algum desaforo bater à minha porta, não atendo. 
Canto ciranda, enfeito minhas tranças, converso com a esperança.
Perdi minha mala carregada de ressentimentos na estrada do sossego.
Mudei a rota, arranquei as portas que aprisionavam meu sorriso.
Me perdi do tempo. Me encontrei em mim.


Renata Fagundes









terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cardápio do dia






Não se alimente de sentimentos pesados, eles são prejudiciais a saúde da alma.
Uma dieta rica em  gentileza, abraços, amigos, sorrisos e bem querer, podem fazer maravilhas por sua beleza.
Alma leve é aquela que acumula calorias, pois sua alimentação é rica em calor humano.



Renata Fagundes







domingo, 25 de setembro de 2011

Descalça







Deixei os sapatos sujos no capacho da porta
não vou contaminar a casa com pegadas pesadas
descalça, pés limpos, passos leves, avanço.


Renata Fagundes







sexta-feira, 23 de setembro de 2011

DENUNCIANDO OS PLAGIADORES





Essa pessoa vem plagiando meus textos há um certo tempo, mas, como é desgastante fazer esse tipo de post, da última vez, apenas a adiverti. Só que essas pessoinhas que se acham muito espertas, merecem sim ser denunciadas. O blog se chama minha escrita, que de dela não tem nada.

PARABÉNS DANIELI PAIVA...VOCÊ CONSEGUIU APARECER UM POUQUINHO

Blog    

MINHA ESCRITA

Me...

Se eu tiver que rir, que seja de mim. Dos meus desacertos, dos meus cabelos bagunçados, dessa falta de modos distraída. Palavras bagunçadas me organizam. Sei que quebro algumas regras. Desaprendi de ter certezas. Encaixotei algumas dúvidas. Apenas vou deixar fluir. E se nada for tão divertido, pego no improviso. E vou continuar vivendo a minha vida, acreditando nas palavras e na sinceridade das pessoas, principalmente com elas mesmas!  Não tenho medo de levantar a poeira e dar a volta por cima, acredito no meu potencial, na força que eu tenho de recomeçar do zero e de aprender com os erros que eu cometi, mesmo que estes, tenham durado algum tempo em minha vida.  Esta vida segue, entre cacos, mas nunca deixando de viver feliz.  Assim, como o cabelo tá crescendo aos poucos, aos poucos tudo passará e eu esquecerei as situações desagradáveis e eu continuarei preparando o meu futuro...e nesse futuro eu estarei com os cabelos longos, conhecendo lugares e pessoas diferentes, bem longe daqui e o que é melhor, esquecendo tudo que aconteceu. 

"Meu mundo inteiro...
que é tão fácil de enxergar... E chegar"




AQUI VOCÊS ENCONTRAM ALGUNS DOS MEUS TEXTOS
FIQUEI COM PREGUIÇA DE POSTAR TODOS QUE ELA COPIOU E CAMUFLOU COM PALAVRAS DELA, SE É QUE SÃO DELA.


http://minhaescrita.blogspot.com/2011/09/me.html

http://minhaescrita.blogspot.com/2010/11/inquieta_14.html

http://minhaescrita.blogspot.com/2010/11/vento.html






Poetizando






Não gosto de ter a expectativa como companhia. 
Ela é muito tagarela e deixa meu coração agitado.
Gosto mesmo é quando o inesperado se aproxima de mansinho, sossegado 
feito vento acariciando meus cabelos me presenteando com sentimentos poetizados
enfeitando meus pés com flores, fazendo a lua brincar no meu telhado.


Renata Fagundes