terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Duelo




Nesses momentos tensos de mal entendidos

Em que você fala sem parar, sem pensar, sem coordenar

Eu fico na sua frente, te olho silenciosamente

Deixando você se contradizer, se “mal” explicar, se complicar

Fico realmente muda.

Talvez isso te irrite, talvez te deixe inseguro

E no meio do seu discurso sem lógica, te puxo pela nuca ..te mordo a boca

Você vai tentar lutar pra continuar “teimoso” como é, mas eu não deixo

Você será vencido pelo meu silêncio, por minha pouca força, por minha paixão

E vai perceber que é inútil brigar comigo – contra seu corpo

E na confusão..na insuportável intensidade do momento, você vai trocar

o som da palavra - pelo grito do seu corpo

E vai me pegar com força, jogar contra a parede, apertar minha nuca

 me levantar do chão e me penetrar forte

Mais fundo que qualquer palavra dita

E esse diálogo de pele só vai terminar quando o sol invadir a casa.

E você invadir todos os espaços que te pertencem

No meu corpo e na minha alma.



Renata Fagundes







Um comentário:

  1. Que o corpo seja morada da alma e do amor.
    Lindos versos moça mineira.
    beeijos

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