Depois de uma briga "quase física" com um cliente no escritório, depois dos sapatos molhados com uma chuva incessante, daquelas que deixam as barras das calças ensopadas e você literalmente gelada, depois de uma reunião interminável acompanhada de um café ralo e frio, finalmente o dia acaba.
A cabeça estourando pede café forte, aspirina e banho quente (quem sabe um milagre?)
Ao chegar em casa, a porta de vidro mostra que a luz da sala está acessa, ou seja, visitas, a cabeça piora juntamente com o mau humor.
Ao abrir a porta um amigo que há muito não via, veio para a parada gay da cidade e passou pra tomar um vinho (que eu não servi) pois acho que a dor de cabeça me fez esquecer a boa educação.
Mas, a percepção dele estava em alta e ao invés de me contar as peripécias do evento, me abraçou e disse olhando nos meus olhos - sinceramente, você tá péééééssima, eu não aguentei tive que rir.
Veio me contar da decoração do ap. em Copacabana, me convidar pra ajudá-lo com as cores das paredes e dizer que estava fazendo dança de salão.
Ele, empolgado querendo me mostrar o que havia aprendido, mas se segurando, respeitando meu aparente desanimo.
Depois que saí do banho ele me disse: vou te fazer uma massagem nas costas e você vai dançar comigo - arrancar essa nuvem negra e te jogar uma nuvem de purpurina.
Conversamos, dançamos, relemos coisas antigas de fundo de gaveta e tomamos muito café, com pão de queijo, claro.
E no final desse dia cinzento de chuva, eu só conseguia me lembrar de dança, purpurina e vermelho - a parede da sala iria ficar perfeita com fundo vermelho.
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